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O que é BPM (Business Process Management) e como aplicar. Por Vladimir Oliveira Lima

  • Foto do escritor: Vladimir Oliveira Lima
    Vladimir Oliveira Lima
  • 30 de set. de 2025
  • 4 min de leitura

No cenário atual de negócios, onde a eficiência operacional e a transformação digital se tornaram essenciais, o BPM (Business Process Management ou Gestão de Processos de Negócio) aparece como uma das práticas mais importantes para empresas que desejam crescer de forma sustentável.

No Brasil, cada vez mais organizações estão percebendo que mapear, analisar e automatizar processos é um diferencial competitivo. Em 2025, o BPM deixa de ser apenas uma ferramenta de melhoria e passa a ser um pilar estratégico para a inovação.


O que é BPM?


O BPM pode ser definido como uma disciplina de gestão que busca otimizar os processos de negócios de ponta a ponta. Diferente de iniciativas isoladas de melhoria, ele promove uma visão integrada, conectando pessoas, sistemas e dados em um fluxo contínuo.


Um processo de negócio nada mais é do que uma sequência de atividades que gera valor para o cliente. Quando esses processos são desorganizados ou pouco visíveis, a empresa perde dinheiro, tempo e competitividade. O BPM vem para resolver isso.


Por que o BPM é tão importante em 2025?


Nos últimos anos, fatores como avanço tecnológico, crescimento do e-commerce, novas legislações e maior exigência do consumidor aceleraram a necessidade de ter processos bem definidos.




Alguns pontos explicam a relevância do BPM:


Eficiência operacional: elimina retrabalho, reduz custos e otimiza recursos.


Padronização: garante que todos os setores sigam fluxos claros.


Escalabilidade: possibilita crescimento organizado sem perder qualidade.


Integração digital: conecta sistemas como ERP, CRM e plataformas de automação.


Visibilidade de dados: facilita a tomada de decisões baseada em indicadores reais.


Em 2025, quem não investir em gestão de processos ficará para trás, já que concorrentes estarão utilizando BPMN 2.0 e BPMS para acelerar entregas.




-BPM, BPMN e BPMS: entenda as diferenças


Muitos confundem esses termos, mas cada um tem sua função:


BPM: é a disciplina de gestão, a prática de organizar e melhorar processos.


BPMN (Business Process Model and Notation): é a notação visual usada para modelar processos, com símbolos padronizados que facilitam a comunicação.


BPMS (Business Process Management Suite): é o software que executa e automatiza os processos mapeados, integrando sistemas e monitorando indicadores.


Em resumo: o BPM é a estratégia, o BPMN é a linguagem e o BPMS é a tecnologia.


Como aplicar BPM nas empresas brasileiras


Aplicar BPM não é apenas usar software; é uma mudança cultural. O passo a passo mais comum inclui:


1. Mapeamento de processos


O primeiro passo é identificar e desenhar os processos existentes. Nessa fase, utiliza-se SIPOC e BPMN para entender como as atividades acontecem, quem são os responsáveis e quais sistemas estão envolvidos.


2. Análise de gargalos


Depois de mapear, a empresa precisa identificar ineficiências: etapas manuais demais, retrabalho, falta de integração, atrasos ou falhas de comunicação.


3. Redesenho e padronização


Aqui, cria-se a versão otimizada do processo, eliminando etapas desnecessárias e inserindo boas práticas de mercado.


4. Automação com BPMS


Com o processo redesenhado, entra o uso de softwares BPMS, que automatizam fluxos, conectam departamentos e enviam notificações automáticas. Ferramentas como Bizagi, Camunda, Bonita e Monday.com estão em alta em 2025.


5. Monitoramento e melhoria contínua


O BPM não é um projeto que acaba, é uma prática contínua. A cada ciclo, indicadores são medidos para promover ajustes e manter a empresa competitiva.


Exemplos práticos de BPM no Brasil


Empresas brasileiras têm obtido ótimos resultados aplicando BPM:


Varejo: automatização do fluxo de pedidos online até a entrega ao cliente, reduzindo prazos de 7 para 2 dias.


Saúde: clínicas que usam BPM para organizar agendamentos, autorizações de convênio e faturamento hospitalar.


Indústria: uso de BPM para integrar produção, estoque e logística, reduzindo perdas.


Serviços financeiros: bancos que utilizam BPMS para análise de crédito e atendimento digital mais ágil.


Esses exemplos mostram que o BPM não é restrito a grandes corporações — pequenas e médias empresas também podem aplicar.


Desafios comuns na implementação de BPM


Apesar dos benefícios, muitas empresas enfrentam desafios:


Resistência cultural: colaboradores podem ver o BPM como burocracia.


Falta de capacitação: nem todos conhecem BPMN ou ferramentas de automação.


Integração de sistemas legados: conectar softwares antigos ao BPMS pode ser difícil.


Foco em tecnologia sem estratégia: adotar ferramentas sem redesenhar processos gera pouco resultado.


A solução é investir em treinamento, comunicação clara e apoio da liderança.


Tendências de BPM em 2025


O BPM está evoluindo junto com a tecnologia. Algumas tendências para este ano são:


Uso de inteligência artificial para prever gargalos e sugerir melhorias automáticas.


Process Mining: mineração de processos com base em dados reais dos sistemas.


Integração com RPA (Robotic Process Automation) para automatizar tarefas repetitivas.


Low-code e no-code: ferramentas que permitem criar fluxos sem programação.


Dashboards inteligentes: monitoramento em tempo real dos KPIs.


Essas inovações tornam o BPM mais acessível e estratégico para empresas de todos os portes.




Conclusão


O BPM é muito mais que uma técnica de gestão: é um caminho para empresas brasileiras se tornarem mais ágeis, produtivas e inovadoras em 2025. Ao combinar estratégia, notação BPMN e softwares BPMS, as organizações conseguem integrar pessoas, tecnologia e dados em um ciclo contínuo de melhoria.


Seja no varejo, na saúde, na indústria ou nos serviços, aplicar BPM significa reduzir custos, aumentar eficiência e preparar a empresa para o futuro digital.




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